VILLA-LOBOS

midi

Estudo 1 (violão)
Chorinhor
Bachianas 5

Prelúdio n.1 (violão)VILLA-LOBOS Trenzinho do caipira

 

 

VILLA-LOBOS _ Heitor Villa-Lobos, 5-3-1887 (Rio de Janeiro). 17-11-1959 (Rio de Janeiro). Iniciou seus estudos musicais que além de funcionário da Biblioteca Nacional era músico amador. Aprendeu clarinete e violoncelo. Era chamado pela família de 'Tuhu' e foi cercado por apresentações de música de câmara que seu pai promovia em casa. Quando seu pai faleceu tinha 12 anos, passando a atuar como violoncelista em bares e teatros. Atraído pela música popular estudava violão e conviveu com instrumentistas que cultivavam principalmente o choro, como Quincas Laranjeiras, Anacleto de medeiros e Sátiro Bilhar. Data dessa época (1900) uma de suas primeiras peças, Panqueca, para violão. Decidido a conhecer a cultura do país, começou a empreender viagens para a Bahia e Pernambuco, conhecendo não só as cidades principais mas parando em lugarejos para conhecer os cantadores e instrumentistas. Chegou a estudar música alguns meses no Instituto Nacional de música em 1907, mas desistiu em razão de novas viagens e tornou-se auto-didata. Após mais de doia anos retornou ao Rio de Janeiro e passou a compor, inicialmente música de câmara (Trios e quartetos de Cordas e depois, com forte marca nacionalista, obras mais complexas, como Sinfonias e balés (destacando-se Uirapuru e Amazonas) e o ciclo da Prole do bebé no. 1 (para piano). Participou da Semana de Arte Moderna de 1922 em São Paulo. Viajou a Paris em 1923, passando a conviver com alguns dos maiores nomes da arte até 1930. Dentre as composições dessa época destacam-se O Noneto, A prole do bebé no. 2, Rudepoema (dedicado a Artur Rubenstein) e o ciclo dos Choros, sua obra mais significativa, sendo o mais conhecido deles o número 10, chamado Rasga Coração. De volta ao Brasil, foi convidado pelo interventor no governo de São Paulo a organizar um movimento artístico que fizesse os jovens cultivar a música e os valores da pátria, ideais do Governo federal de Getúlio Vargas. Voltou ao Rio de Janeiro para organizar o ensino de música no Rio de Janeiro a convite do Ministro da Educação. Publicou métodos de ensino de solfejo, o Guia Prático, com canções para voz e piano, promoveu concentrações de coral com alunos de escolas, (corais de 1.000, 5.000 e até 40.000 alunos em estádios de futebol. e funda o Conservatório Nacional de Canto Orfeônico. Entre 1930 e 1945 escreve o ciclo de obras mais conhecidas internacionalmente, chamada Bachianas Brasileiras. Destas a mais conhecida é a Bachianas 5, para soprano e orquestra de violoncelos. Fez a trilha sonora O Descobrimento do Brasil, para o filme de mesmo nome (direção de Humberto Mauro), regeu as maiores orquestras do mundo, divulgando sua obra e compositores brasileiros .Durante 72 anos compôs mais de 650 obras: 109 para canto e piano, 90 para coral, 85 arranjos corais, 89 obras sinfônicas e sinfônico-corais, 62 peças e coletâneas para piano, 19 para piano e solista, 22 para solista, 28 para banda, 9 para violíno e piano, 17 choros, 49 obras sacras, 7 óperas, 16 para violão, 6 para canto e violão, 4 livros didáticos e, as mais festejadas internacionalmente, 7 Bachianas Brasileiras.