FRANCISCO MIGNONE

 

 

 

Francisco Paulo MIGNONE _ 3-11-1897 (São Paulo), 19-2 1986 (Rio de Janeiro). Filho de flautista italiano radicado no Brasil, estudou piano e flauta, já se apresentava com 13 anos e estudou no Conservatório Dramático de S. Paulo, onde também estudou composição. A partir de 1918 passa a se apresentar como solista de piano. Em 1920 vai estudar em Milão e faz algumas viagens. Retorna ao Brasil em 1929 para ser professor do mesmo Conservatório Dramático e a partir de 1934 é professor de regência do Instituto Nacional de Música no Rio de Janeiro. Foi diretor do Teatro Municipal do Rio em 1951. No início da carreira compôs muitas peças populares sob o pseudônimo de Chico Bororó. Apesar de compor algumas peças atonais na década de 60, sua característica maior é o tonalismo e as idéias nacionalistas de suas obras. Destacam-se dentre elas os poemas sinfônicos Caramuru (1917), No Sertão (1925, baseado em Os Sertões de Euclides da Cunha), Momus (1925), 3 Fantasias para piano e orquestra, Maxixe (1928), Nazarethiana (1977), as óperas O Contratador de Diamantes (1924, onde se encontra a famosa Congada), L'innocente (1928), Chalaça (1976) e Sargento de Milícias (1978), os balés Maracartu do Chico-Rei (1933), Batucajé, O Leilão (1939) e Quincas Berro-d'água, escreveu para os filmes Caiçara (1950) e Menina Moça (1951), sob a direção de Alberto Cavalcanti, obras de câmara, dezenas para voz e piano, quartetos, quintetos, para instrumentos solistas, e, para piano, destacam-se 9 Lendas Sertanejas, 13 choros e Valsas (24 valsas Brasileiras, 12 Valsas-choro e 12 Valsas de Esquina.