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CAMARGO GUARNIERI
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CAMARGO GUARNIERI_ Mozart Camargo Guarnieris, 1-2-1907 (Tietê, São Paulo), , 13-1-1993 (São Paulo,). Filho de músico, aprendeu as primeiras lições com 11 anos e fez pequenas peças a partir de 13 anos. Mudou-se para São Paulo tendo tocado em cinemas e lojas de música como demonstrador de pianos. Estudou composição com o regente italiano Lamberto Baldi entre 1926 e 1930. Foi professor do Conservatório Dramático Musical de São Paulo entre 1927 e 1933, quando conheceu Mário de Andrade e assumiu definitivamente o nacionalismo em suas obras. Destacam-se dessa época a peça O impossível caminho,(1930) para voz e piano, sobre poema de Manuel Bandeira e Choro 3 (1931) para quinteto de sopros. Em 1935 foi nomeado regente da Orquestra Municipal de S. Paulo, ganhou alguns prêmios em concursos de composição sendo um deles uma viagem para estudos na Europa, onde se aperfeiçoou com Charles Koechlin em Paris. Retornou em 1939, compondo incessantemente, tendo sido premiado nos Estados Unidos pelo Concerto para violino e orquestra (em 1942 na Filadelfia), pelo Quarteto de Cordas n.2 (1944 em Washington), pelo Concerto n.2 para piano e orquestra (primeiro prêmio no Rio de Janeiro) pela Sinfonia n.2 (1946, 2o. lugar em Detroit, USA), pela Sinfonia n.3 (1954, 1o. prêmio no IV Centenário de S. Paulo), pelo Choro para piano e orquestra (1957, 1o. prêmio no Festival de Caracas), pela cantata Seca (1959, pela Associação Paulista de Críticos Teatrais), pelos Concertino e Quarteto n.3 (1963, pela mesma APCT). pelas Sinfonia n.4 e Seresta (em 1964 e 1965 pela APCT), Grande Prêmio da Crítica (1977), Prêmio Shell de música erudita (1984). Voltou a ser professor e posteriormente diretor do Conservatório Dramático de São Paulo, professor da Universidade Federal de Goiás, integrou juris de concursos internacionais (destaques para o Rainha Elizabeth na Bélgica em 1953 e o Tchaikovski de piano em Moscou, 1958). Dirigiou inúmeras orquestras do mundo, foi regente titular e diretor artístico da Orquestra Sinfônica da USP de 1975 a 1993. Em 1992 recebeu da Organização dos Estados Americanos o prêmio de maior compositor contemporâneo das Américas. Destacam-se ainda em suas obras as ópres Pedro Malazarte (1952, libreto de Mário de Andrade) e Um homem só (1960, libreto de Gianfrancesco Guarnieri), Estudo para percussão (1953, a primeira obra para grupo de percussão do Brasil), 5 concertos para piano, 2 concertos para violino, Variações sobre um tema nordestino p/ piano e orquestra (1953), Dansa brasileira, Dança Selbagem e Dansa Negra (1928, 1931 e 1946), diversas peças para piano (destaque para os Ponteios) e mais de 100 peças para canto e coral. |
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